Sexta-feira, 8 de Maio de 2009

Viajor

Viajor, Caminhando faz o caminho. E sozinho descobre. A Luz e a Escuridão; O frio e o calor; O sabor e a cor; De a alguns amar e outros... Menos que amar. Odiar? E a muitos sequer enxergar! Até finalmente compreender, O certo e errado do ser Caminhar!

Quinta-feira, 9 de Abril de 2009

O Exemplo do Cristo

Costumava orar pedindo para que a Chama do Amor Incondicional vibrasse em meu coração, mas - acordada por um tremor de terra - descobri que para se ter Amor é preciso ter Fé!
Neste momento, em que a terra convulsiona precisamos seguir, verdadeiramente, o exemplo do Cristo. Que teve a coragem de pensar diferente, mesmo quando taxado de louco. Que teve força de vontade suficiente para seguir um outro caminho, mesmo incompreendido. E, mesmo quando linchado, surrado e humilhado e tantas atrocidades mais, não duvidou jamais do Pai.
Exemplo de Fé e Abnegação, pois é a força da Fé que constrói o Amor!
Precisamos de Fé para aceitar nossas provações mesmo sem compreendê-las, precisamos de Fé para aceitar o lugar em que estamos e saber que estamos exatamente no lugar no qual desejamos estar.
Fé para - ao invés de corrermos - pararmos, olharmos para traz e estendermos a mão e o coração para aqueles que ficam para traz e sofrem.
Somente com Fé poderemos manter o equilíbrio necessário para levarmos a Paz para os que ainda sofrem na ignorância.

Quinta-feira, 18 de Dezembro de 2008

Alice


Vejo cores perfumadas,
Sinto o toque da alegria,
O som do abraço da manhã de um  novo dia que nasce
E o gosto doce do nosso lar!

Não sei se vivo?
Ou se sonho?
Se sou real?
Ou uma ilusão?

Mas...
O que torna a ilusão menos que o real?
Dirijo meu corpo ou meu carro,
A-final?

Como Alice,
Encantada
Por encontrar um lugar para viver seu sonho
E transformar ilusão em realidade!

Quinta-feira, 6 de Novembro de 2008

Iniciação Total

Enquanto algo é meu,
Não pode triunfar o EU.
Meus são bens de fortuna,
Meus são amores de homem ou mulher,
Meus são filhos, parentes, amigos,
Meu é o prestígio social de que gozo,
Meus são o corpo e o intelecto.

Nada disto, porém, sou Eu.
Eu sou o sujeito central,
Meus são os objetos periféricos.
E esses objetos são velhos companheiros meus,
Crudelíssimos tiranos,
Desde o meu nascimento,
Poucos decênios atrás.

Esses objetos são velhos companheiros,
Onipotentes ditadores,
Do gênero humano,
Há muitos séculos e milênios.

Haverá esperança de que eu possa
Realizar a minha libertação?
Que eu possa viver, aqui na terra,
Sem esses objetos escravizantes?
Sem esses queridos "meus"?
Sem esses idolatrados fetiches?...

Não! Ninguém pode desfazer-se desses ídolos
E continuar a viver.
Já compreendi que iniciação
Não é algo que eu possa adicionar
À minha vida horizontal,
Como um belo enfeite,
Como um colar de pérolas.

Compreendi que iniciação,
A morte total desta vida,
E algo inédito e inaudito,
Até agora vivida...

Iniciação não é continuação
De algo preexistente.
Não!

É o fim de tudo que foi e é.
E o início de tudo que deve ser...
Iniciação é algo virgem,
Um novo "fiat lux" creador.
Não é remendo novo em roupa velha,
Não é vinho recente em odres gastos.
Não!

Iniciação é morte total
Do "homem velho",
E ressurreição integral
Do "homem novo".
Nem um átomo da bagagem do ego
Passa para além da fronteira.
Porque o ego só conhece o que é "dele",
E ignora o que é "ele".

O meu verdadeiro
Eu nada sabe
Desse mundo dos meus,
Desses pequenos e grandes nadas
Que parecem ser algo.
Iniciação é verdade suprema,
Incompatível com a menor das ilusões.

Ergue-te, pois, sobre asas levíssimas,
Meu grande Eu divino,
Meu átomo crístico!
E lá das excelsas alturas
Dominarás todos os "meus",
Sem seres por eles dominado...
-Por Humberto Rohden

Quarta-feira, 17 de Setembro de 2008

A História das Coisas

História das Coisas é a versão brasileira do documentário de 20 minutos The Story of Stuff de Annie Leonard.

Objetivamente mostra, passo a passo, como nossos padrões de consumo estão diretamente conectados com os nossos atuais problemas ambientais e sociais, servindo de alerta para a urgência em criarmos um mundo mais sustentável e justo.

Parabéns à equipe da PERMACULTURA que adaptou o documentário para o Português. Para visualizar em outros formatos clique aqui.


video

Temos a sociedade que queremos e uma mudança de paradigma é necessária e possível. Vejo isso diariamente dentro da minha casa quando meu filho de apenas 6 anos demonstra preocupação com o consumo de água e energia, o uso de sacolas permanentes e o descarte de pilhas. E não sou uma militante verde!!!

Parabéns a todos aqueles que diariamente buscam construir uma sociedade mais digna e consciente de sua força e de suas limitações. Parabéns a todos aqueles que tem a coragem de mudar e, conseqüentemente, servem de exemplo para a mudança de muitas outras pessoas. E, especialmente, parabéns a todos os educadores envolvidos neste processo.

Cabe a cada um de nós começar sua mudança... de sociedade, de consciência, de ambiente e – quem sabe?- de planeta!

Sexta-feira, 29 de Agosto de 2008

Tempos Modernos

Shiiiii
Silêncio!

Na vida:

- Não grite!
- Não chore!
- Não sorria!

Nos bastidores... ( por tras da máscara)

As lágrimas que não chegaram a
c

a
ir


Cantam sua canção de silêncio e inquietação
Expressam... sem expressar
O que não podem mais ser!

De-monstrando
mostrando
mostram-sem poder revelar:
Sentimentos, emoções, alegria, tristeza, raiva, amor, ódio.....
Reações humanas
Esquecidas, caladas, guardadas e escondidas.
Frustações de um Homem que não pode mais
Ser ou Sentir
Sob pena de não mais Ser Humano

Mascarando suas:
Inquietações
Reações
Frustações
No silêncio dos tempos modernos.

Quinta-feira, 31 de Julho de 2008

Palavras

Duas palavras
no reflexo da luz no mar
a consciência do amor

Entre os dois
O universo
O tempo

Num instante
Repleto de emoção
O belo e eterno!

Lembrado
Na imensidão do tempo
Ou seria do mar?

Através do tempo
A luz revela a consciência
Ou seria o contrário?

Instante
Eterno
Um oceano de emoções

Amor
Mergulhado
Revelando-se... no tempo!

Que leva
e traz
Constroi
e destroi

Cheio de luz
e escuridão
Consciência
e profundidade

De que falava?
luz... mar... tempo...
Que diferença faz
Se tudo é amar?